A Associação Amigos do Hospital Frei Gabriel está em uma corrida contra o tempo para finalizar a reforma de três novos quartos, cuja entrega será realizada nos próximos dias.
No entanto, o andamento das obras esbarra em uma grande dificuldade: a escassez de mão de obra voluntária e qualificada. Quem relata o problema é Sélio Freitas, presidente da Associação.
Sélio enfatizou os obstáculos que a instituição tem enfrentado nos últimos 45 dias. “As dificuldades são imensas, ficamos uns 30 dias atrás, 45 dias sem mão de obra. E até hoje a gente está com essa falta de mão de obra”, afirmou.
De acordo com o presidente da Associação, as funções mais necessárias para a conclusão dos leitos são as de pedreiro, eletricista e pintor.
A carência desses profissionais tem impactado diretamente no cronograma e nas finanças do projeto.
Uma das soluções buscadas pela Associação é a retomada de uma parceria bem-sucedida que já existiu com a APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados). A entidade conta com recuperandos que possuem justamente as habilidades necessárias.
“No começo a gente teve uma parceria ótima com a APAC, mas eles estão realizando obras lá na própria instituição, estão eles precisaram relocar a mão de obra pra lá, esperamos que com o fim das obras retomemos essa parceria que é fundamental para nós”, explicou Sélio.
Essa interrupção forçou a Associação a realocar recursos que seriam destinados à reforma de outros quartos. “Hoje a gente tem gente trabalhando, mas não é mais como voluntário. Então, a gente está tendo que desembolsar um recurso que seria para reformar um quarto para estar pagando a mão de obra”, lamentou.
A expectativa é de que em breve uma nova parceria com a APAC seja formalizada e essa situação seja revertida.









