O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação ‘Votum Venale’, que apura um suposto esquema de pagamento e recebimento de propina envolvendo agentes políticos de Iturama, no Triângulo Mineiro.
Entre os investigados estão vereadores, um ex-vereador e o vice-prefeito do município Ronivaldo Tomaz (União) que, segundo o MPMG, são suspeitos de tentar influenciar a votação do processo de impeachment do atual prefeito, José Herculano Pereira dos Santos (Republicanos). O g1 entrou em contato com Ronivaldo, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
Os suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva. Os nomes dos vereadores investigados não foram divulgados pelo órgão.
Em nota, a Câmara Municipal de Iturama informou que acompanha as investigações e que, assim que houver detalhes oficiais, divulgará um posicionamento. A Casa acrescentou que os vereadores envolvidos na operação estão à disposição das autoridades e afirmam estar tranquilos, por confiarem na própria inocência.
A Prefeitura de Iturama também foi procurada para comentar o assunto e reafirmou a confiança no trabalho do Ministério Público.
A Operação ‘Votum Venale’, conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Iturama, contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberaba e da 5ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais.
- 🔎 Segundo o MP, o nome Votum Venale faz referência à expressão em latim que significa “voto vendido”, utilizada para indicar a prática de corrupção, consistente na negociação ou comercialização do voto, especialmente no âmbito político ou legislativo.
Segundo o MPMG, a investigação começou após uma denúncia recente feita por um agente político, que relatou a oferta de dinheiro para influenciar a votação do impeachment do prefeito.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal, da Infância e da Juventude e de Execuções Penais da Comarca de Iturama , com o objetivo de coletar provas que possam esclarecer as irregularidades. Entre os materiais apreendidos estão aparelhos celulares, que serão analisados pelos investigadores.
A operação mobilizou mais de 30 policiais militares, além de promotores e servidores do Ministério Público. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre valores ou beneficiários do suposto esquema.









