A Câmara Municipal de Frutal recuou e vetou integralmente o Projeto de Resolução que previa um reajuste substancial no ticket-alimentação dos vereadores, após denúncia publicada pelo Frutal Atual. A matéria revelou que, no final de 2025, o Legislativo havia aprovado o aumento do benefício, que saltava de R$ 1 mil para R$ 2,5 mil mensais por parlamentar.
A divulgação do conteúdo provocou forte repercussão na cidade, com críticas nas redes sociais e questionamentos sobre a prioridade dos gastos públicos. O tema rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados à época, ampliando a pressão popular sobre a Câmara de Vereadores.
Diante da reação negativa, a Mesa Diretora decidiu vetar o projeto de forma integral, interrompendo a aplicação do novo valor e sinalizando um recuo institucional. A decisão foi interpretada como uma resposta direta ao desgaste político gerado após a denúncia e à cobrança da população por maior responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Da redação
O episódio expôs a distância entre as decisões internas do Legislativo e o sentimento da sociedade, além de reforçar o papel da imprensa local na fiscalização dos atos do poder público. Com o veto, o reajuste deixou de produzir efeitos, mas o caso permaneceu como um marco no debate sobre benefícios concedidos a agentes políticos em Frutal.
Mesmo com o recuo, o assunto segue como referência sempre que novas propostas de ampliação de vantagens aos vereadores entram em discussão, mantendo acesa a cobrança por transparência, critério e prioridade no uso do dinheiro público.
A reportagem pediu posicionamento à Câmara sobre o recuo, porém, até o fechamento da matéria ainda não foi feito.