O Hospital Frei Gabriel, em Frutal, realizou 1.091 atendimentos de pacientes de outros municípios ao longo de 2025, segundo dados consolidados mês a mês. O volume confirma o papel da unidade como principal referência hospitalar da microrregião e evidencia a forte dependência das cidades vizinhas da estrutura de saúde disponível em Frutal.
A média foi de aproximadamente 91 atendimentos por mês, com fluxo constante ao longo do ano e algumas oscilações. O maior pico foi registrado em março, quando o hospital recebeu um volume mais alto de pacientes, puxado principalmente por Fronteira, que chegou a 34 atendimentos no mês, o maior número individual de toda a série. Outros períodos de maior movimento foram abril, junho, agosto e novembro, além de um crescimento geral observado no fim do ano, especialmente em dezembro.
Os números mostram que a demanda está concentrada em poucos municípios. Fronteira lidera com 259 atendimentos no ano, seguida por Planura (235), Pirajuba (178), Itapagipe (142) e Comendador Gomes (90). Juntas, essas cidades respondem pela maior parte dos pacientes atendidos no hospital. Municípios como Iturama e Uberaba aparecem com participação bem menor.
A análise mês a mês indica que Fronteira concentra os maiores picos ao longo do ano, enquanto Planura mantém um volume alto e estável. Já Pirajuba começa 2025 com números elevados, mas apresenta queda gradual nos meses seguintes. Itapagipe mantém regularidade, e Comendador Gomes registra crescimento pontual, com destaque para outubro.

Os dados consideram apenas pacientes regulados pelo sistema SUSfácil, ou seja, aqueles que foram encaminhados oficialmente por outras cidades para atendimento no hospital. Isso significa que o volume real de atendimentos pode ser ainda maior, já que não estão contabilizados os pacientes que procuram diretamente a unidade, sem passar pela regulação.
Ainda assim, o levantamento mostra que mais de mil pacientes foram enviados oficialmente de outros municípios para atendimento no Hospital Frei Gabriel ao longo do ano passado, reforçando o papel da unidade como polo regional de saúde.
Ao excluir os atendimentos de moradores de Frutal, os dados deixam claro que o hospital opera, na prática, como um centro regional, absorvendo uma demanda que ultrapassa os limites do município. O cenário reforça a necessidade de fortalecimento da rede de saúde nas cidades vizinhas e de investimentos na estrutura hospitalar, já que a tendência é de manutenção ou até aumento da pressão sobre o sistema nos próximos anos.








