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agosto 4, 2026
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Suspeito investigado em operação contra fraudes eletrônicas está em Portugal

Um dos desdobramentos mais relevantes da Operação DeepSWAP, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais com apoio da Polícia Civil de Goiás, envolve a atuação internacional de um dos investigados. Segundo a corporação, um dos suspeitos apontados como integrante da organização criminosa está atualmente em Portugal, fato que levou os investigadores a solicitarem medidas para sua inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.

A chamada Red Notice, ou Difusão Vermelha, é um mecanismo utilizado pela polícia internacional para comunicar aos países-membros a existência de um mandado de prisão e solicitar a localização e eventual detenção de pessoas procuradas pela Justiça. A medida é considerada um importante instrumento de cooperação internacional no combate ao crime organizado.

De acordo com a Polícia Civil, a descoberta ocorreu durante o aprofundamento das investigações que apuram a atuação de uma quadrilha especializada em crimes cibernéticos. O grupo é suspeito de aplicar golpes por meio da clonagem de linhas telefônicas, invasão de contas vinculadas ao WhatsApp, utilização indevida de aplicativos bancários e movimentação de recursos por meio de dezenas de contas e chaves Pix.

As autoridades acreditam que a organização atuava de forma estruturada e com elevado grau de sofisticação tecnológica, alcançando vítimas em diferentes estados brasileiros. A presença de um dos investigados fora do país reforça a suspeita de que o grupo possuía uma rede de atuação complexa, capaz de dificultar a identificação dos responsáveis e o rastreamento dos recursos obtidos ilegalmente.

A Polícia Civil informou que a solicitação à Justiça busca garantir que, caso o investigado seja localizado em território estrangeiro, possam ser iniciados os procedimentos de cooperação jurídica internacional necessários para sua eventual prisão e posterior entrega às autoridades brasileiras.

As investigações também revelaram uma intensa movimentação financeira atribuída ao grupo. Somente entre os investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram identificadas centenas de contas bancárias e chaves Pix utilizadas para movimentação de recursos. Além disso, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos suspeitos para ampliar o rastreamento dos valores.

A Operação DeepSWAP segue em andamento e novas fases não estão descartadas. A expectativa dos investigadores é que a análise dos materiais apreendidos e dos dados financeiros permita identificar outras vítimas, novos envolvidos e a extensão completa das atividades da organização criminosa.

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