Um tremor de terra de magnitude 2,6 foi registrado na manhã de segunda-feira (22), às 6h05, no município de Frutal. O evento foi identificado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
A RSBR, responsável pelo monitoramento dos eventos sísmicos no país, é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). O registro integra o acompanhamento permanente realizado pelos órgãos especializados para identificar e analisar movimentações na crosta terrestre.
Segundo especialistas, tremores de pequena magnitude são ocorrências relativamente comuns em Minas Gerais, estado que concentra o maior número de registros sísmicos do Brasil. Eventos dessa intensidade normalmente não causam danos e muitas vezes não são percebidos pela população.
O sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP e da Rede Sismográfica Brasileira, explica que a maioria dos tremores naturais está relacionada às forças geológicas que atuam no interior da Terra.
“Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, afirma o especialista.
O registro em Frutal ocorre poucos dias após outro tremor de magnitude 2,6 ser identificado no município de Planura, no dia 19 de junho.
A região possui histórico de atividade sísmica monitorada pelos órgãos especializados. Em Frutal, registros anteriores chamaram atenção pelo maior nível de intensidade, como o tremor ocorrido em 2024, que alcançou magnitude 4,0, sendo um dos eventos sísmicos mais expressivos já registrados no município.
Apesar do novo tremor apresentar baixa magnitude, o monitoramento realizado pela Rede Sismográfica Brasileira permite acompanhar a dinâmica geológica da região e ampliar o conhecimento sobre a atividade sísmica em Minas Gerais.









