Um dos aspectos que mais chamaram a atenção da Polícia Civil durante as investigações da Operação DeepSWAP foi a complexa estrutura financeira utilizada pela organização criminosa suspeita de aplicar golpes eletrônicos em diversas regiões do país.
Segundo informações divulgadas pela corporação, apenas entre os oito investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram identificadas 226 contas bancárias e aproximadamente 250 chaves Pix supostamente utilizadas pelo grupo para movimentação de recursos oriundos das fraudes.
Os números revelam a dimensão do esquema criminoso e ajudam a explicar as dificuldades enfrentadas pelos investigadores para rastrear o dinheiro obtido por meio dos golpes. A suspeita é de que os valores eram pulverizados em diversas contas para dificultar a identificação dos beneficiários finais e ocultar a origem dos recursos.

A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, medida considerada fundamental para aprofundar a análise das movimentações financeiras. A expectativa é que a apuração permita identificar novas contas, outros participantes do esquema e o destino dos recursos movimentados.
As investigações apontam que a organização atuava principalmente com golpes envolvendo a clonagem de linhas telefônicas, conhecida como SIM Swap, invasão de contas de WhatsApp e acesso indevido a aplicativos bancários. Em muitos casos, os criminosos assumiam o controle dos números telefônicos das vítimas e passavam a ter acesso a informações pessoais e financeiras.
Além das medidas relacionadas às contas bancárias, a Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. A Polícia Civil estima que os ativos alcançados pelas decisões judiciais possam chegar a R$ 2 milhões.
Até o momento, já foram identificados aproximadamente R$ 1 milhão em patrimônio associado aos suspeitos, incluindo imóveis e veículos. O valor, no entanto, pode aumentar à medida que novas informações financeiras forem analisadas.
Para os investigadores, a descoberta de centenas de contas bancárias e chaves Pix demonstra que a organização possuía uma estrutura bem definida para receber, transferir e ocultar recursos provenientes das fraudes. A análise desse material deverá ser uma das principais frentes da investigação nos próximos meses.
A Operação DeepSWAP foi deflagrada pela Delegacia de Repressão a Fraudes de Frutal, com apoio da Polícia Civil de Goiás, e segue em andamento. A expectativa é que os dados obtidos nas quebras de sigilo e nos equipamentos apreendidos revelem a verdadeira dimensão do esquema criminoso.










