A Operação DeepSWAP, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais com apoio da Polícia Civil de Goiás, revelou que a atuação da organização criminosa investigada ultrapassava fronteiras estaduais e atingia vítimas em diferentes regiões do país.
Até o momento, a investigação identificou vítimas nas cidades de Frutal (MG), Araxá (MG), Patos de Minas (MG), Nanuque (MG), Jaraguá (GO), Jaciara (MT) e São Cristóvão (CE). No entanto, os investigadores acreditam que o número real de pessoas lesadas seja ainda maior.
Segundo a Polícia Civil, a identificação das vítimas ocorreu ao longo do trabalho de inteligência realizado pela Delegacia de Repressão a Fraudes de Frutal. As apurações apontam que os criminosos utilizavam diferentes modalidades de golpes eletrônicos para obter acesso a contas bancárias, aplicativos e dados pessoais.
Entre os crimes investigados estão o chamado “Golpe do WhatsApp”, a clonagem de linhas telefônicas por meio da técnica conhecida como SIM Swap e fraudes envolvendo falsas oportunidades de investimento.

A abrangência geográfica dos casos foi um dos fatores que levaram os investigadores a concluir que não se tratava de ações isoladas, mas de uma organização criminosa estruturada e com capacidade de atuar simultaneamente em diversas localidades.
Com a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos durante o cumprimento dos mandados judiciais, a expectativa é que novas vítimas sejam identificadas. Os materiais recolhidos serão submetidos à perícia e poderão revelar outras fraudes ainda não registradas oficialmente.
Além da localização de novas vítimas, a análise dos equipamentos também deverá auxiliar na identificação de possíveis colaboradores e beneficiários das movimentações financeiras atribuídas ao grupo.
A Polícia Civil destaca que o avanço das investigações poderá ampliar significativamente o valor dos prejuízos atribuídos à organização criminosa, que já são estimados em mais de R$ 2 milhões em diversos estados brasileiros.








