Por que tantas pessoas com pouca ou nenhuma escolaridade deixam de votar? Os números mostram que o assunto precisa ser discutido pelo poder público e pela sociedade.
Os dados eleitorais de Frutal revelam uma diferença que merece atenção. Uma reportagem exclusiva do jornal digital Frutal Atual, com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostrou que 61,58% dos eleitores analfabetos não compareceram às urnas nas eleições de 2026.
Entre aqueles que concluíram o ensino fundamental, o índice foi de 25,24%. Isso significa que a taxa de abstenção entre os eleitores analfabetos foi mais de duas vezes maior.
Os números, por si só, não explicam os motivos da ausência. Entretanto, levantam uma questão importante: o que está sendo feito para aproximar essas pessoas da vida política e das decisões que afetam o município?
Na minha opinião, Frutal precisa olhar com mais atenção para essa realidade. Não basta esperar que o eleitor compareça às urnas. É necessário investir em informação, conscientização e educação cidadã durante todo o ano, e não apenas no período eleitoral.
Pessoas com pouca escolaridade podem enfrentar mais dificuldades para compreender informações políticas, propostas de candidatos e o funcionamento dos governos. Isso não significa que tenham menos capacidade de escolher seus representantes, mas reforça a necessidade de uma comunicação mais simples, acessível e próxima da população.

A Prefeitura, a Câmara Municipal, a Justiça Eleitoral, as escolas e as entidades comunitárias podem contribuir com campanhas educativas nos bairros, encontros com moradores e materiais que expliquem, de maneira fácil, a importância do voto e o papel de prefeitos, vereadores, deputados e demais representantes.
É importante destacar que o voto é facultativo para pessoas analfabetas no Brasil. Por isso, o caminho não deve ser a cobrança ou a pressão, mas a garantia de informação para que cada cidadão possa decidir livremente se deseja participar.
Os dados apresentados pelo Frutal Atual devem servir como ponto de partida para uma reflexão. Mais do que observar os números, é hora de discutir soluções.
Frutal precisa transformar essa informação em iniciativa concreta. Incentivar a participação eleitoral, respeitando a liberdade de cada pessoa, é uma forma de fortalecer a cidadania e aproximar a população das decisões que definem o futuro do município.
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