O anúncio feito pelo prefeito Bruno Augusto sobre o envio, pela Copasa, de uma proposta de renovação da concessão dos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto em Frutal até o ano de 2073 gerou forte repercussão entre os leitores do Jornal Digital Frutal Atual nas redes sociais.
Logo após a publicação da notícia, moradores passaram a comentar de forma intensa sobre a possibilidade de permanência da companhia no município por mais décadas. Grande parte das manifestações foi marcada por críticas aos serviços prestados pela empresa e por posicionamentos contrários à renovação do contrato.
A reação popular reforça um cenário que já se arrasta há anos em Frutal: a forte resistência de parte da comunidade e também de lideranças políticas em relação à atuação da concessionária no município.
Entre os comentários publicados pelos leitores, muitos relataram problemas recorrentes no abastecimento de água e demonstraram preocupação com a continuidade da empresa na cidade. “Na minha casa, essa semana faltou água duas vezes. Tá difícil!”, escreveu uma moradora. Outro leitor comentou: “Chega de sacanagem desta empresa”. Também houve cobranças diretas ao poder público para que a decisão seja debatida amplamente com a população.
Durante o anúncio, o prefeito Bruno Augusto destacou que o tema não será tratado de forma isolada e garantiu que qualquer discussão envolvendo a possível renovação passará por amplo debate público.

“Nós não iremos, como foi feito na renovação em 2001, quando foi renovado contrato no apagar das luzes daquele ano, sem consulta à comunidade e nem mesmo à Câmara, tratar em sala fechada. Iremos levar o assunto à Câmara e, se for a vontade de todos, não descartamos realizar uma consulta pública através de um plebiscito”, afirmou o prefeito.
A declaração foi vista por muitos moradores como um indicativo de que a população poderá participar diretamente da decisão sobre o futuro da concessão no município.
Nos últimos anos, a Copasa tem sido alvo frequente de críticas em Frutal, principalmente por interrupções no abastecimento, reclamações relacionadas às tarifas e questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados.
O tema já provocou diversos debates políticos ao longo do tempo e, diante da nova proposta encaminhada pela companhia, deve voltar ao centro das discussões no município nos próximos meses.








