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julho 10, 2026
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Frutal Atual | Jornal DigitalBlogHistoriaContrato da Copasa assinado no fim do mandato de Zanto volta ao debate em Frutal

Contrato da Copasa assinado no fim do mandato de Zanto volta ao debate em Frutal

A discussão sobre uma possível renovação do contrato da Copasa em Frutal trouxe novamente à tona a forma como ocorreu a última prorrogação da concessão no município.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que o então prefeito Luiz Antônio Zanto, o Doutor Zanto, assinou em 19 de dezembro de 2000 o IIº Termo Aditivo ao contrato entre a Prefeitura de Frutal e a Copasa, renovando por mais 30 anos a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto na cidade.

Baixe aqui todo o contrato com a Copasa e a Prefeitura de Frutal desde a primeira assinatura.

A decisão foi tomada no apagar das luzes de seu mandato e, segundo críticas levantadas atualmente, sem amplo debate público e sem participação efetiva da Câmara Municipal de Frutal.

O documento estabelece que a prorrogação da concessão passou a valer a partir de junho de 2003, mantendo com a Copasa os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Outro ponto previsto no termo aditivo é a manutenção de todas as cláusulas e condições dos contratos anteriores firmados entre o município e a companhia, incluindo acordos celebrados em 1973 e 1983.

O documento também registra que a Copasa concedeu ao município quitação de débitos relacionados ao consumo de água e coleta de esgoto no valor de R$ 219.989,47.

Além do então prefeito Luiz Antônio Zanto, o documento foi assinado por representantes da Copasa, entre eles Marcelo Lignani Siqueira, identificado como presidente, e Cássio Drummond de Paula Lemos, diretor de operação sudoeste da companhia.

O assunto voltou ao debate após a Copasa encaminhar à Prefeitura de Frutal uma nova proposta de renovação contratual. O atual prefeito, Bruno Augusto de Jesus Ferreira, afirmou que o tema não será tratado “às escondidas” como, segundo ele, ocorreu na renovação feita em 2000.

Bruno Augusto defende que a discussão aconteça de forma transparente, com participação popular e debate na Câmara Municipal. Ele também não descarta a realização de um plebiscito para consultar a população sobre o futuro da Copasa na cidade.

A discussão é considerada uma das mais polêmicas do município, principalmente devido às frequentes reclamações da população sobre os serviços prestados pela companhia.

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