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julho 16, 2026
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Frio no peito: o inverno pode ser perigoso para o seu coração

Com a chegada das baixas temperaturas, os consultórios médicos registram um aumento nos atendimentos de emergências cardiovasculares. Mas afinal, o frio é mesmo um vilão para o coração? De acordo com a cardiologista Roberta Faria de Souza, a resposta é sim, mas com ressalvas.

“O frio por si só não causa um infarto, mas ele é um grande potencializador de riscos”, explica a médica. Isso acontece porque, em temperaturas mais baixas, o corpo passa por um processo chamado vasoconstrição – o estreitamento dos vasos sanguíneos. Essa reação natural do organismo aumenta a pressão arterial e exige um esforço maior do coração para bombear o sangue.

O perigo se torna real para pacientes que já convivem com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto ou tabagismo. “Nesses casos, o coração já está sobrecarregado. Somado ao frio e ao aumento das infecções respiratórias típicas do inverno, a demanda cardíaca dispara e o risco de infarto e AVC cresce consideravelmente”, alerta a doutora.

Ao contrário do que muitos pensam, o infarto dito “fulminante” raramente acontece sem avisos. Roberta destaca os principais sintomas de isquemia: “Dor no peito em forma de aperto, constrição ou queimação, que pode se espalhar da mandíbula até o estômago, além de irradiação para o braço esquerdo, com ou sem formigamento”.

Ela ressalta ainda que desmaios súbitos e picos hipertensivos em pacientes de risco são sinais vermelhos que não devem ser ignoradas.

Manter os hábitos saudáveis durante o inverno é um desafio, mas essencial. A cardiologista reforça a importância de não abandonar as atividades físicas e manter o acompanhamento médico em dia para controlar a pressão, o diabetes e o colesterol.

Sobre a origem do problema – genética ou comportamento –, a doutora é clara: “A genética tem seu peso, mas a maioria das doenças que levam ao infarto está ligada aos nossos hábitos. Prevenir hipertensão, obesidade e sedentarismo depende exclusivamente de nós. Se controlarmos os fatores comportamentais, diminuímos drasticamente a chance de um infarto, mesmo com histórico familiar”, finalizou.

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