O trabalho de combate ao mosquito transmissor da dengue segue um protocolo específico que começa logo após a notificação de um caso suspeito nas unidades de saúde. Segundo o responsável pelo setor de combate às endemias, Jovino Adriano, quando um paciente procura atendimento médico com sintomas da doença, o caso é comunicado ao núcleo responsável pelo monitoramento.
A partir dessa notificação, as equipes fazem uma triagem dos casos registrados diariamente para definir as prioridades de atendimento. Pacientes que apresentam mais sintomas, como febre e outros sinais característicos da dengue, zika ou chikungunya, recebem atenção imediata.
“Quando chega a notificação, a gente analisa todos os casos do dia. Damos prioridade para aqueles pacientes que apresentam mais sintomas, como febre e outros sinais que indicam mais fortemente a possibilidade de dengue”, explicou Jovino.

Após essa avaliação, é iniciado o chamado bloqueio epidemiológico, uma ação de prevenção que busca impedir a propagação do mosquito na região onde o caso suspeito foi identificado.
O primeiro passo da equipe é visitar o imóvel da pessoa com suspeita da doença. Em seguida, os agentes percorrem as casas do mesmo quarteirão e também das quadras próximas, sempre que há acesso aos imóveis.
Durante esse trabalho, é realizada a aplicação de inseticida dentro das residências e nos arredores, além da vistoria para identificar possíveis criadouros do mosquito transmissor.
A medida é considerada fundamental para reduzir o risco de novos casos, já que o mosquito pode se proliferar rapidamente em áreas urbanas. Por isso, os agentes reforçam a importância da colaboração dos moradores, permitindo a entrada das equipes e eliminando recipientes que possam acumular água.








