APolícia Civil de Minas Gerais concluiu a 3ª fase da Operação Martelo Virtual e revelou a dimensão de um esquema criminoso altamente estruturado voltado à prática de fraudes eletrônicas, especialmente o chamado “golpe do leilão”, além de um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro.
Ao fim desta etapa, conduzida pela 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Frutal, 51 pessoas foram indiciadas. Desse total, 13 responderão por organização criminosa e lavagem de dinheiro, enquanto outros 38 foram enquadrados por novos atos de ocultação de valores descobertos após “análises bancárias e fiscais realizadas pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro”.
No campo patrimonial, foi determinado o bloqueio de até R$ 260 milhões em bens e valores.
Somando as três fases da operação, já são 56 investigados identificados. Durante as diligências, a Justiça expediu 36 mandados de prisão e 77 mandados de busca e apreensão. As investigações também apontaram o uso de mais de 30 empresas de fachada, utilizadas para movimentar e esconder recursos ilícitos dentro do sistema financeiro.
Patrimonial
No campo patrimonial, foi determinado o bloqueio de até R$ 260 milhões em bens e valores. Até o momento, cerca de R$ 40,9 milhões já foram efetivamente bloqueados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos e até embarcações do tipo motos aquáticas, evidenciando o alto poder econômico da organização criminosa.
Outro desdobramento importante foi o envio de parte das investigações ao Ministério Público Federal, diante de indícios de sonegação de imposto de renda, o que pode ampliar a responsabilização dos envolvidos por crimes contra a ordem tributária.








