Sendo bem direto: não dá mais pra engolir esse modelo antigo de alguns vereadores. Passa o ano inteiro praticamente em silêncio, aí chega a chuva, aparecem os buracos… e pronto, começam os vídeos, as cobranças, as visitas “emergenciais”. Como se fosse novidade.
Mas não é.
Todo mundo já sabe onde e quando os problemas aparecem. E se isso já é conhecido, fica difícil entender por que tem vereador que fica ansioso para as ´rimeiras chuvas do ano apareceres para inicial o show.
Parece até estratégia: deixa acontecer, porque aí rende conteúdo, rende discurso, rende visibilidade.
Só que isso já cansou.
O papel do vereador não é aparecer só na hora do problema. É acompanhar, fiscalizar e agir o ano inteiro. É antecipar a situação, cobrar antes, buscar solução de verdade (dinheiro) — não só ligar a câmera quando o buraco já virou manchete.
Se é pra representar a população, que seja o tempo todo — não só quando chove.
Ficar repetindo esse ciclo todo ano não é trabalho, é comodismo. É o tipo de política que ficou lá atrás, quando bastava mostrar serviço na base do improviso. Hoje não funciona mais assim. As pessoas estão mais atentas, mais críticas e já perceberam esse padrão.
E o pior: esse comportamento passa a sensação de que o problema só importa quando dá visibilidade. Para alguns, talvez, seja!
Não dá mais pra aceitar vereador que trabalha por temporada. Que aparece só quando convém. Que transforma um problema antigo, conhecido e repetido em oportunidade de palco.
Se é pra representar a população, que seja o tempo todo — não só quando chove.
Porque buraco na rua a gente até entende que aparece. Agora, buraco na atuação política, esse sim já passou da hora de ser tapado.









