A discussão sobre uma possível renovação do contrato da Copasa em Frutal trouxe novamente à tona a forma como ocorreu a última prorrogação da concessão no município.
Documentos obtidos pela reportagem mostram que o então prefeito Luiz Antônio Zanto, o Doutor Zanto, assinou em 19 de dezembro de 2000 o IIº Termo Aditivo ao contrato entre a Prefeitura de Frutal e a Copasa, renovando por mais 30 anos a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto na cidade.
Baixe aqui todo o contrato com a Copasa e a Prefeitura de Frutal desde a primeira assinatura.
A decisão foi tomada no apagar das luzes de seu mandato e, segundo críticas levantadas atualmente, sem amplo debate público e sem participação efetiva da Câmara Municipal de Frutal.
O documento estabelece que a prorrogação da concessão passou a valer a partir de junho de 2003, mantendo com a Copasa os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto até 2033.
Outro ponto previsto no termo aditivo é a manutenção de todas as cláusulas e condições dos contratos anteriores firmados entre o município e a companhia, incluindo acordos celebrados em 1973 e 1983.
O documento também registra que a Copasa concedeu ao município quitação de débitos relacionados ao consumo de água e coleta de esgoto no valor de R$ 219.989,47.
Além do então prefeito Luiz Antônio Zanto, o documento foi assinado por representantes da Copasa, entre eles Marcelo Lignani Siqueira, identificado como presidente, e Cássio Drummond de Paula Lemos, diretor de operação sudoeste da companhia.
O assunto voltou ao debate após a Copasa encaminhar à Prefeitura de Frutal uma nova proposta de renovação contratual. O atual prefeito, Bruno Augusto de Jesus Ferreira, afirmou que o tema não será tratado “às escondidas” como, segundo ele, ocorreu na renovação feita em 2000.
Bruno Augusto defende que a discussão aconteça de forma transparente, com participação popular e debate na Câmara Municipal. Ele também não descarta a realização de um plebiscito para consultar a população sobre o futuro da Copasa na cidade.
A discussão é considerada uma das mais polêmicas do município, principalmente devido às frequentes reclamações da população sobre os serviços prestados pela companhia.







