Piloto preso após pouso forçado de avião com cocaína afirma que carga seria levada para região próxima de Frutal

O piloto preso após realizar um pouso forçado com um avião carregado de cocaína, no sudoeste de Goiás, confessou à polícia que a carga tinha como destino uma região próxima a Frutal, no Triângulo Mineiro. A informação foi divulgada pela Polícia Militar de Goiás durante as investigações do caso.
Segundo a corporação, o piloto Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, afirmou que aquela era a terceira viagem transportando drogas. Ele teria sido contratado pelo proprietário da aeronave para realizar três voos e receberia R$ 70 mil por cada transporte. As duas primeiras missões teriam sido concluídas com sucesso, mas a terceira terminou após uma pane mecânica obrigar o pouso forçado da aeronave na zona rural de Itarumã (GO).
De acordo com a Polícia Federal, o avião transportava aproximadamente 343 quilos de cocaína, carga avaliada em cerca de R$ 30 milhões. Conforme relato do piloto aos investigadores, o entorpecente foi embarcado em uma região do Mato Grosso próxima à fronteira com a Bolívia e seria entregue em uma área nas proximidades de Frutal, em Minas Gerais. Até o momento, as autoridades não divulgaram o ponto exato onde a droga seria descarregada nem informaram quem seriam os receptadores.
Após o pouso, a aeronave foi consumida por um incêndio. A suspeita da polícia é de que o próprio piloto tenha provocado o fogo para eliminar provas. Antes de fugir para uma área de mata, ele ainda teria obrigado um funcionário de uma fazenda a ajudá-lo a esconder os fardos de cocaína e a destruir um telefone celular.
As forças de segurança iniciaram uma operação de buscas por terra e com apoio aéreo. O suspeito foi localizado e preso cerca de cinco quilômetros do local do acidente. Segundo a investigação, ele aguardava o pai para fugir da região. Os policiais descobriram o plano e utilizaram um sinal luminoso semelhante ao combinado entre os dois, conseguindo prender o piloto quando ele saiu da mata.
A Polícia Federal prossegue com as investigações para identificar os responsáveis pelo envio da droga, o proprietário da aeronave e os integrantes da organização criminosa que receberiam a carga em Minas Gerais. Até o momento, não há confirmação de que o destino final seria o município de Frutal, apenas uma região próxima à cidade, conforme o depoimento prestado pelo piloto às autoridades.









