A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou o balanço geral das três fases da “Operação Martelo Virtual”, deflagrada com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa especializada em crimes cibernéticos. Entre os principais delitos investigados estão fraudes eletrônicas, especialmente o chamado “golpe do leilão”, além de lavagem de dinheiro e sonegação tributária.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso movimentou aproximadamente R$ 520 milhões em créditos e débitos nos últimos cinco anos. Os dados foram obtidos por meio de quebras de sigilo bancário e fiscal autorizadas pela Justiça.
Ao todo, 56 pessoas foram investigadas
A operação resultou na expedição de 36 mandados de prisão preventiva e 77 mandados de busca e apreensão. Além disso, mais de 30 empresas de fachada foram identificadas, utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
No âmbito das medidas patrimoniais, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 260 milhões. Até o momento, cerca de R$ 40,9 milhões já foram efetivamente bloqueados, incluindo dinheiro em contas bancárias, imóveis, veículos e até jet skis.
Durante a terceira fase da operação, os investigadores identificaram possíveis conexões entre integrantes do grupo e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Também foram apontados vínculos com investigados da Operação Carbono Oculto, que apura um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis ligados à empresa Aster Petróleo S.A., caso de grande repercussão nacional.
Mandados cumpridos em SP
Na terceira fase, o Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Frutal (MG) expediu seis mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participação no esquema.
As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de São Paulo, Santo André, Boituva e São Caetano do Sul.









