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O presidente Lula (PT) está à frente nas intenções de voto para o Palácio do Planalto entre os eleitores mineiros, de acordo com a segunda rodada da pesquisa DATATEMPO de setembro (MG-01851/2026 e BR-04527/2026), que avalia o panorama para as eleições de 2026. O petista é seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mas não há empate técnico entre os adversários que, juntos, concentram cerca de sete em cada dez intenções de voto em Minas Gerais.
Em um cenário estimulado de 1º turno, Lula registrou 40,2% das intenções de voto, enquanto Flávio, 30,9%, com uma diferença de 9,3 pontos percentuais. Considerando a estimativa de votos válidos da pesquisa, o petista tem 45,8% das intenções de voto, enquanto o liberal, 35,2%. A diferença é de 10,6 pontos percentuais.
No caso do levantamento, os votos válidos excluem os brancos e nulos, os indecisos e quem não respondeu à pesquisa, ou seja, as preferências já declaradas. Na eleição propriamente dita, a Justiça Eleitoral considera válidos os votos dados aos candidatos e exclui da apuração os brancos e nulos.
A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Desta forma, não há empate técnico entre os dois, diferente da rodada anterior da DATATEMPO (MG-00468/2026 e BR-02329/2026), quando Lula tinha 35,6% da preferência do eleitorado de Minas Gerais, e Flávio, 31,2%, levando em conta os dados completos.
O escritor Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição numérica, com 5,8% das intenções de voto (6,6% em votos válidos), em patamar bastante inferior aos dois primeiros. Na sequência, aparece o ex-governador de Minas Zema (Novo), com 4,3% (4,9% em votos válidos), e Ronaldo Caiado (PSD), com 4% (4,6% em votos válidos), resultados numericamente próximos.
Os dados do levantamento mostram uma forte concentração nas intenções de voto em Lula e Flávio. Conforme a doutora em ciência política e analista sênior de pesquisa do instituto DATATEMPO, Mariela Rocha, isso sugere que, na reta final de campanha, a disputa presidencial está organizada em torno dessas candidaturas.
“Uma hipótese é que, à medida que a eleição se aproxima, parte do eleitorado passe a considerar com mais peso quais candidaturas percebe como efetivamente competitivas. A literatura sobre comportamento eleitoral mostra que esse tipo de coordenação e de voto estratégico pode ocorrer em eleições presidenciais multipartidárias, inclusive em sistemas de dois turnos”, explica. Conforme ressaltado, a pesquisa não investiga as razões do voto.